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O politicamente correto e a “cota de Ministério”

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Temos que começar a dizer em alto e bom som que não seremos prisioneiros deste politicamente correto idiotizante que só tem como função nos prender em uma camisa de força e nos obrigar a seguir cartilha.
Se tivessem negros, índios ou gays no ministério eles estariam ali por mérito e não por serem negros, índios ou gays. Aliás, quem sabe não tem até mais de um gay, afinal quem tem alguma coisa a ver com isto? Ou só vale se ele fizer questão de abrir sua sexualidade para o mundo? Eles teriam sido escolhidos ao natural. Poderiam ter sido. Mas não de uma forma hipócrita, apenas para “fazer bonito”.

Desde quando gênero ou raça é critério de distinção de qualidade? De mérito? Me desculpem, mas isto é uma distorção. Se houvessem mulheres no ministério seria porque elas aceitaram o convite, pois foram convidadas. Sejamos honestos, até quando vamos ignorar que os direitos individuais, o respeito total ao indivíduo, independente de sua cor, gênero ou crença, é o que mais importa? No dia em que todos se derem conta e assumirem estes valores como os mais importantes, tratando todos da mesma forma, vamos deixar de ficar histéricos pedindo “cota” em ministério.

O lugar que nós, mulheres, conquistamos é nosso por mérito. Me sinto ofendida de ver que tem gente que pensa que precisamos de cotas para o que quer que seja, mas fico mais indignada ainda com as mulheres que se alegram com isto, nos subestimando e nos colocando em um lugar de segunda classe, fazendo um desserviço às mulheres que querem ser tratadas como iguais. Ser tratada como igual é abrir mão dos privilégios e das cotas e dar seu máximo. Todas as mulheres que conheço que fizeram isto estão onde merecem: no topo. Quando encontramos homens machistas no caminho, eles são vencidos na competência que tem muito mais valor e tem um gostinho bem mais especial.