Opinião, Política

Carta ao Flávio Rocha

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Flavio, teu discurso em NY ontem foi simplesmente um presente! Aplaudi de pé. Me emocionei de verdade! Cada palavra que dissestes é exatamente o que acredito e defendo. Assino teu Manifesto. Te admiro pela coragem e pela atitude de dizer o que precisa ser dito sobre quem foram os verdadeiros responsáveis pela grande crise que vivemos e colocar o dedo na moleira de todos aqueles que orbitam os círculos de poder e se favorecem disto. De parte da imprensa hipócrita que se alimenta da verba estatal para manter mentirosos e bandidos no poder e de todos estes que sustentam este ciclo que transfere, dia e noite, recursos de quem produz para quem nada produz, tornando o nosso Brasil mais pobre.
 
Esta ORCRIM que quase destruiu o Brasil, cooptando políticos de todos os partidos e levando a corrupção a um nível institucionalizado e profissional como nunca se viu antes, deixou a terra arrasada como um bando de gafanhotos. Quem não faliu ou fechou as portas nos dois últimos anos é um sobrevivente. De certa forma somos todos sobreviventes deste projeto bolivariano de poder que tentaram nos enfiar goela abaixo e que ainda está profundamente enraizado nas instituições brasileiras.
 
Mas quando vejo um homem como tu e o teu discurso….me encho de esperança!
 
Me chamo Fernanda Barth e gostaria muito de falar contigo. Tenho falado meio sozinha pelas bandas de cá, o meu estado é a própria Cuba do Sul, apesar dos líderes do IEE, do Fórum da Liberdade, de outros que pensam como nós e de grupos de Pensadores mais atentos. Somos uma minoria que começa a ganhar espaço nas rádios e em blogs, mas é preciso ir além. Precisamos mudar a cara da política e colocar lá pessoas com outras motivações que não perpetuar estas práticas da velha política corrompida. Precisamos chegar ao Congresso, no Senado e nas Assembleias Legislativas. A eleição para os legislativos é mais importante do que a presidencial. Meu sonho é que pudéssemos eleger pelo menos 15% de candidatos com viés liberal clássico. Aí o Brasil começaria a se reerguer de forma sustentável. Com a desburocratização, com o fim das leis burras que impedem as pessoas de empreenderem, com inovação, com o fim da guerra contra o empreendedorismo.
 
Sempre digo que o Estado é um peso nas costas do cidadão e não só do empreendedor. É uma carga muito pesada para todos nós!!! Não dá mais. Basta! Tu tens toda razão.
 
Onde tenho ido e falado sobre a nossa realidade e a crise vejo que as pessoas entendem muito bem o que nos trouxe até aqui e que estão cada vez mais propensas ao discurso liberal clássico. Gosto muito do exemplo da pesquisa da Perseu Abramo neste sentido. Mostra que a periferia já sabe que o Estado é o inimigo, e não a classe empreendedora. Que empregadores e empregados formam uma verdadeira aliança, uma relação simbiótica de dupla troca e benefício mútuo. Que o Brasil precisa é de livre mercado, de doses cavalares de liberdade individual, de respeito aos direitos fundamentais. É preciso chegar ao maior número de pessoas possíveis e mostrar a elas que pagam muito, mas muito mesmo, por serviços públicos – ditos gratuitos – mas que são mais caros do que os privados e de péssima qualidade. Que elas, melhor do que o Estado, saberiam administrar o dinheiro que lhes é tomado pelos impostos. Que esta tutela estatal prejudica e atrofia o país e os cérebros dos nossos jovens.
 
Quero falar contigo sobre propostas para mudarmos este país. Quero te ouvir. Quero ouvir mais pessoas como tu. Aos poucos vamos quebrando a hegemonia e tirando mais pessoas da espiral do silêncio. Vejo um lampejo, muitas fagulhas que se espalham rápido. Uma grande chance de efetivamente mudarmos este país, nos tornando mais independentes deste estado parasita e autoritário.
 
Flávio Rocha, por favor nunca te cale. Que tua coragem sirva de exemplo para tantas outras pessoas se manifestarem, em várias áreas diferentes. Que possamos formar uma voz firme para sermos efetivamente ouvidos e que, como tão bem colocastes, consigamos começar em 2018 a mudança e chegar em 2022 como um país diferente, que sabe o caminho que precisa tomar para ser efetivamente uma economia sustentável e com mais qualidade de vida, livre das amarras de tudo o que nos atrasa há tanto tempo.