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Igualdade é…Igualdade

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O que é igualdade de verdade? E o pós feminismo? Neste dia oito de março polemizei afirmando, no facebook, que não sou adepta do Dia das Mulheres. Sem querer ofender quem é adepto – adoro gentileza e cavalheirismo – não me interpretem mal todos os que me enviaram cards em homenagem pelo “meu dia”.

Sei que para muitos a data é o reconhecimento da longa trajetória de conquista das mulheres, mas meus motivos são simples e variados, conforme seguem: o Dia da Mulher foi apropriado pela ideologia de esquerda e pelas feminazis; não somos uma minoria; no mundo ocidental os caminhos estão abertos para as mulheres; já superamos as questões levantadas nas décadas de 60/70.

As lutas feministas de hoje não me representam. Cheiram a bolor e ódio contra homens. A mulher tem o direito de trabalhar fora, de ter ou não filhos, de casar ou não, mas TAMBÉM tem o direito de ser recatada e do lar. Hoje o movimento feminista tem preconceito contra a mulher que quer ser só mãe, que quer ser do lar, que quer se cuidar, se depilar, fazer escova, etc… Além de pregar o ódio ao homem, a superioridade da mulher, e outras teses humorísticas e sexistas. Eu vejo o homem ser objetificado hoje tanto quanto a mulher. É um fenômeno dos nossos tempos, o culto ao corpo elevado ao máximo. Mas não vejo ninguém defendendo os homens, tratados pelas feministas apenas como reprodutores.

É isto. Esta “luta” só nos divide e afasta do que realmente importa. O que deveríamos defender é o direito universal à liberdade e à vida, o respeito ao indivíduo, seja de qualquer sexo, raça ou crença. Desta forma sairíamos da terrível esfera do coletivismo de esquerda para entrarmos na esfera do indivíduo, da igualdade perante a lei. É a única forma de esvaziarmos o discurso de esquerda, que divide para conquistar, a la Saul Alinsky.

Caminhamos um caminho bem longo até aqui. Onde olho vejo mulheres líderes. Tem áreas inteiras onde as mulheres são maioria no mercado de trabalho. É claro que existem exceções, mas por dificuldades variadas, não podendo ser apenas atribuídas a questões de sexo. Vamos ser bem claros: as conquistas que a mulher fez até hoje, e foram muitas, não deixam margem para mimimi ou reclamações de vitimismo.

Me sinto pós feminista, como as Suecas ou Finlandesas. Vejo com naturalidade a igualdade. Mas igualdade é…igualdade. Não tem espaço para privilégios. Se queremos os mesmos direitos dos homens, temos que defender a aposentadoria com a mesma idade dos homens, afinal vivemos cerca de sete anos a mais do que eles e nos aposentamos cinco anos antes. Se hoje o homem divide as tarefas domésticas e cuida também dos filhos, nada mais justo do que nos aposentarmos com a mesma idade. Mais polêmica?