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Não estamos divididos, estamos decididos!

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Dia 13 de março de 2016. O povo enfrentou o medo do conflito com os exércitos da mortadela, após duas semanas de terrorismo contra a manifestação, e mostrou que está de saco cheio de tanta pilantragem. Foi o dia em que as falácias do PT caíram por terra. Os argumentos do PT não se sustentam mais.

Primeiro argumento que caiu é de que o país estava dividido. Que o impeachment é um golpe porque a maioria da população elegeu Dilma. Bom, elegeu mas se arrependeu! Tenho para mim que muitos que foram protestar ontem nas ruas são ex-eleitores do PT que, decepcionados e indignados, resolveram se manifestar.

O Brasil mostrou que não está dividido, está decidido!

Decidido que vai lutar por um Brasil melhor, livre desta corja que tomou o poder em todas as instâncias. Decidido a não aceitar mais a corrupção, a mentira, a demagogia, a hipocrisia. Não importa de que partido seja.

Outro argumento é de que seria uma manifestação partidária de oposição. Ora, quem foi para rua não o fez por convocação do PSDB, do Aécio, do Alckmin. Não eram mais de três milhões de tucanos! Tanto é que eles foram inclusive objeto de vaias em São Paulo. Foi uma manifestação da sociedade civil apartidária. Quem foi para rua o fez por indignação e por uma série de acontecimentos limite, que narrei no meu artigo anterior “A Tempestade Perfeita”.

Outro argumento que caiu por terra é de que as manifestações eram de elite. Eu vi gente de todas as classes, cores, idades, gêneros. Todos como uma só voz, entoando Fora PT, Fora Dilma, Fora Lula. Elite no país hoje é formada pela cúpula do partidão, grandes fazendeiros, banqueiros e donos de empreiteira, e que parecem, pelos fatos narrados, todos muito amigos, tal qual um clubinho.

O PT só compreende atos e manifestações sobre o viés ideológico esquerda x direita; elite x pobres; empresários x trabalhadores. Não compreendem que o mundo vai muito além disto, da sua lógica dual imbecilizante, que precisa colocar tudo dentro de rótulos, grupos, classes. E é por isto que eles vão cair. É por isto que sua hegemonia está ruindo. Que sua credibilidade já foi. Que a legitimidade para governar também.

Seu plano continental de poder via Foro de São Paulo foi desmascarado e naufragou. Nossa bandeira jamais será vermelha.

Apelar para a polarização social já não dará mais certo. O PT precisa deixar seu comportamento autista e salvar o capital político que ainda lhe resta. Não pode mais ficar insistindo em sua lógica marxista ultrapassada pois o processo pelo qual o Brasil está passando hoje é muito mais complexo e não cabe mais nesta forma tão pequena. Quem permanece atrelado a isto é porque está aprisionado, encapsulado, através da doutrinação marxista – uma pedagogia limitante e vitimista.

Precisa entender que não adianta gastar milhões na próxima sexta, dia 18/03, para por gente na rua para defender este governo. Sabemos que são militantes, que vem com ônibus pago, que vem com lanche pago, que vestem uniforme. Não é algo espontâneo, legítimo. É algo forjado, como uma pantomima triste, um espetáculo decadente.

O PT precisa entender que não existe mais conciliação com este governo que está aí. Mas que também não existirá conciliação com nenhum político que não esteja limpo.

O trabalho de quem foi para as ruas recém começou. Não podemos ser imediatistas porque este estrago levou tempo para ser feito, levará tempo para no levantarmos decentemente. Não existe Salvador da Pátria.  Será exigida outra postura dos políticos daqui para frente. Honestidade, transparência, coerência, autenticidade. Gestão e foco em prioridades da população. O trauma da população com este governo e com a crise que ainda vai piorar antes de melhorar, nos fortalecerá e fará das próximas eleições um termômetro para 2018. O Brasil nunca mais será o mesmo.