Opinião, Política

Precisamos de uma bancada liberal nos legislativos

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Estive como convidada na reunião da Diretoria da Federasul, nesta quarta (14/03), para divulgar a abertura da segunda turma da Escola de Líderes, importante inciativa da Federasul, em parceria com a La Salle, e da qual sou uma das professoras convidadas.
Na ocasião, a presidente Simone Leite propôs aos participantes da reunião, presidentes das Associações Comerciais e Industriais de diversos municípios do Estado, que externassem o que esperavam deste ano. Vários dos presentes verbalizaram a preocupação em relação às eleições de 2018. Resumindo, para quem vive as dificuldades do dia a dia de quem empreende e sustenta a economia do RS, é preciso construir uma agenda de pautas e posicionamentos a serem apresentados aos pré-candidatos, tanto ao Governo do Estado quanto para as cadeiras do legislativo. A preocupação é que exista um alinhamento maior dos futuros eleitos e uma compreensão em relação aos problemas que afetam os diversos setores produtivos e os gargalos que dificultam a competitividade de quem empreende, gera renda e empregos.
E isto faz todo sentido, pois o que não podemos mais é ter políticos que se comportam de forma alheia à realidade do estado, pois vivem em uma bolha que não é afetada por qualquer crise. A verdade é que o RS que produz não aguenta mais pagar a conta do Estado que carrega nas costas, enquanto as reformas necessárias sofrem derrotas sucessivas na Assembleia Legislativa.
Uma constatação que não pude deixar de fazer é que se todas associações se unissem, se as Federações se unissem, também em torno de uma pauta mínima, pró-desenvolvimento do RS, teriam maior poder de sensibilização e talvez conseguíssemos eleger uma boa bancada liberal. Algumas das demandas são históricas e já foram detectadas por diversos estudos. O que não podemos mais ter é candidatos que botam a mão sobre trabalhos muito bem elaborados como uma Agenda 2020, se dizendo apoiadores e compromissados, mas que depois que se elegem deixam muito a desejar.

OBS: A Escola de Líderes, mais do que formar novas lideranças, forma lideranças liberais, alinhadas com os valores do empreendedorismo, da livre iniciativa, dos direitos individuais e fundamentais. É uma inciativa importantíssima e vem preencher uma lacuna existente no Brasil e no RS, na área da formação de líderes. Só assim teremos o contraponto necessário ao discurso ainda hegemônico de esquerda, que demoniza o empreendedor, o capital e o indivíduo.