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Empoderamento e participação civil – nossas armas para revolucionar a política

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Tenho escrito bastante sobre representação política (a falta dela) e a importância de todos nos darmos conta da responsabilidade que temos sobre tudo o que acontece neste país atualmente. Nossas manifestações ou silêncios diários, dois lados de uma balança que decidirá os rumos do Brasil.

Alguém nos salve!

Somos todos potenciais agentes de mudança, mas a maioria de nós continua adormecida esperando que alguém tome uma providência para melhorar as coisas, que alguém resolva os problemas da nação. Estamos esperando que um agente externo (e não nós) faça o que precisa ser feito. E assim vamos delegando e nada acontece. Nada de bom, é claro. Alguém quem, cara pálida? Nos falta empoderamento, tomar o destino em nossas mãos e pararmos de transferir responsabilidades. Nossa indignação é externada a toda hora, mas gastamos muita energia reclamando e quase nenhuma agindo.

População treinada nas escolas marxistas

A falta de senso crítico entre a maioria da população, a falta de repertório, conhecimento e informação para que se entenda e se debata política, são frutos do nosso sistema educacional que extirpa o que deveria realmente ser ensinado nas escolas, trocando conteúdo por ideologia enlatada e por assuntos que extrapolam seu papel e invadem a esfera da família, como a sexualidade individual.

Incentivo ao vitimismo

Além do conteúdo universal técnico, como línguas, matemática, geografia, história e ciências, os currículos escolares deveriam contemplar aulas de lógica e interpretação de texto, estímulos ao senso cívico, cadeiras sobre moral e ética, noções de constituição e leis. O raciocínio lógico, a criatividade e o empreendedorismo são desincentivados desde as mais tenras idades. O que se estimula é o vitimismo, em todas as esferas da vida. Querem nos fazer acreditar que precisamos de um estado gigante que decida tudo por nós. Paternalismo populista quarto-mundista.

Política = palavrão?

A transformação da palavra “política” em termo pejorativo, com significado apenas negativo é uma distorção do que ela deveria realmente ser. Dizer que não gosta de política, que não quer falar sobre o assunto, só aumenta o problema. Política não é sacanagem. Política não é corrupção. Se as coisas estão assim hoje é porque alguém e nós também votamos nestas pessoas. Alguém elegeu Renan, alguém votou em Cunha, em Dilma e em dezenas de outros políticos que estão de alguma forma envolvidos com corrupção. Eleitores-cúmplices.

Alienação é um desserviço à Nação

A alienação da população, cada vez mais separada da esfera política, é uma das principais causas de se ter governos autoritários e centralizadores como o nosso. Governos populistas que se alimentam da miséria e da ignorância para se manterem no poder, enquanto sugam quem produz e matam o empreendedorismo. Governos que mentem que se importam com o povo pobre e que ficam fomentando lutas de classe e ódios entre grupos. Dividindo para governar. Criando a imagem falsa de “paizinho dos pobres”, como se quem nasceu pobre não tivesse capacidade de melhorar de vida e precisasse passar a vida inteira dependendo do Estado.

Estimulando a baixa autoestima e acabando com o espírito empreendedor

Estes governos populistas de esquerda trabalham no inconsciente da população a destruição de sua autoestima, a infantilização de toda uma classe social, fomentando a imagem de que os pobres não tem capacidade de sobreviverem sozinhos, de que sem “eles” no governo os pobres estariam abandonados à própria sorte – necessariamente má sorte.

Governos populistas = parasitas

O que estes governos, craques em empobrecer nações (como hordas de gafanhotos) não mostram é que se eles não fossem os parasitas que são a sociedade estaria muito mais rica e produtiva, pois só a riqueza produz riqueza. É por causa destes governos que retiram 40% de tudo o que se produz na sociedade que existe desemprego, recessão e inflação. Que o pobre paga por dois litros de leite e leva só um pra casa, o outro litro vai pro governo. Que a gasolina e o petróleo estão baratíssimos em todo o planeta menos aqui, que temos que pagar pelo saque na Petrobrás. A conta de campanha da dona Dilma foi repassada a todos nós e estamos pagando também o legado da Copa, cujas empreiteiras se divertem fazendo reformas e mobiliando sítios e apartamentos de luxo.

Despertando da Espiral do Silêncio

Acredito que parte expressiva da população já está acordando da Espiral do Silêncio no qual este país se encontrou mergulhado durante 14 anos de hegemonia da esquerda populista. Lentamente vão tomando consciência do seu papel. Mas é preciso ir além. É preciso revolucionar a política. Desmascarar esta nova elite de corruptos e manipuladores. Responder a eles nas urnas de forma implacável, em 2016 e 2018. O ativismo digital já mostrou sua importância e tende a se consolidar como ferramenta indispensável nas próximas eleições. Livrar nosso país deste populismo de esquerda que só traz atraso e multiplica a miséria é questão de sobrevivência. A participação civil, o interesse pelo assunto e o engajamento são as únicas armas que temos para garantir uma democracia real, o governo republicano que tanto precisamos, onde a política é praticada como ela deveria ser: um instrumento para o bem de todos, com justiça, liberdade, representação e garantia dos direitos fundamentais.